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E-books

Odeio e-books.
Cheguei á essa conclusão essa semana.

Tudo começou em um dia em que eu estava no shopping. Costumeiramente, entrei na livraria e comecei á ler algumas sinopses. Até que eu o vi.
Ele me chamou atenção desde o princípio. Quando botei os olhos nele, tive que ir em sua direção.
“O caçador de pipas”. Tinha que ter algo de especial naquilo. Comecei á ler a sinopse e… me apaixonei perdidamente.
E, desde então, todas as vezes em que eu passava por ele, precisava ler e reler a sinopse. Ler alguns trechos silenciosamente em algum canto da livraria. E, depois, deixá-lo lá, de novo, com o pensamento positivo de que, um dia, eu teria aquele livro.
Comprar um livro? Sonho distante. Além de não ganhar mesada por não me acharem suficientemente responsável para administrar dinheiro, meu pai nunca teve o mínimo interesse em comprar livros para mim ou para minha mãe, já que pra ele, puft! Tem duas estantes e uma caixa cheias de livros, dele, claro.
O tempo passou. Minha vontade de ter aquele livro e devorá-lo aumentava á cada dia.
Meu pai continuou comprando livros pra ele – e nenhum para o resto da nação. Enfim.
Até que um dia, ele comprou um livro que realmente me interessou: “Filho do Fogo”. É quase que uma auto-biografia, com a diferença de que Daniel Mastral – O autor do livro – conta sobre como ele se afundou se envolvendo com coisas com as quais ele nunca deveria ter se envolvido. Eu fui a única aqui em casa que adorei o livro. Li o livro três vezes. Porém, tinha um pequeno problema: O livro acabava na melhor parte. E, eu sabia que precisava comprar o volume II para concluir a história. Só que, nunca vi o Volume II em livraria nenhuma. Nunca conheci ninguém que tivesse o Volume II. Nem meu pai sabia onde arranjar o Volume II. E eu precisava do Volume II. Assim como precisava do Caçador de Pipas.
Até que um dia, eu esbarro no 4 Shared, e… por que não procurar os dois livros que eu tanto desejava?
Procurei os livros, encontrei, baixei. Eles estão no pc. Mas eu não consigo ler.

Aí, voltamos ao início do post. Descobri que odeio e-books. Descobri que, além do grande mundo da leitura, que é maravilhoso, tem outros pequenos prazeres que os livros proporcionam, e que eu não havia percebido antes. Por exemplo: Se jogar na cama, á noite, e ler o livro. Depois, deixá-lo cuidadosamente ao lado da cama, e olhar para o teto, pensando: “Meu Deus, que história!”
O pequeno prazer de pegar na capa do livro. Sentir a textura, olhar os desenhos, as letras. O pequeno prazer de escrever o seu nome, com a letra mais bonita que conseguir fazer, na contra-capa do livro. O pequeno prazer de ler a última página antes de começar á ler o livro, simplesmente pra imaginar como as coisas chegaram áquele ponto, áquele final. O pequeno prazer de ouvir o silencioso barulho do virar de páginas. O pequeno prazer de carregar seu amado livro para qualquer lugar. O pequeno prazer de ter o livro em mãos.

E-books são práticos, você consegue o livro desejado praticamente, e o melhor: De graça. Mas, na minha opinião, é melhor gastar seu dinheiro num livro, e sentir todos esses pequenos prazeres que um bom livro pode proporcionar.
Maaas, pelo sim, pelo não, risquei os dois livros da Wishlist, mesmo ainda desejando muito comprá-los.

Falando em Wishlist, comprei minha blusinha da Dolce & Gabbana. É lilás, a coisa mais linda do mundo. Certo, eu queria preta, mas lilás também é linda. Fotos aqui, aqui, aqui e aqui.

E, agradeço pelos comentários. São pouquinhos, mas já me deixam feliz. Vou retribuir todos assim que puder.

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Um novo recomeço

E morre um blog.
Mais um. Esse, não por minha culpa. Mas por culpa do weblogger. O serviço estava lamentável há anos, isso é verdade. Pessoas deixavam seus blogs “by weblogger” e seguiam suas vidas blogueiras, isso também é verdade. Mas, isso não dava á nossa “querida” equipe do weblogger o direito de deletar os poucos blogs que ainda restavam, isso é verdade, pelo menos, na cabeça de qualquer pessoa sensata. Os componentes da poderosa equipe do weblogger nunca foram sensatos. Seja pelas irritantes respostas automáticas – que aliás, eles enviavam até mesmo se você os xingasse – seja pelo serviço lamentável, que nunca, de fato, prestou.
E foi numa cruel tarde de sábado que um e-mail chegou na caixa de entrada. Um e-mail que comprovava a insensatez da inabalável equipe Weblogger Brasil. Um e-mail que simplesmente comunicava que o serviços do weblogger estavam se encerrando permanentemente, e que todos os blogs seriam excluídos em poucos dias. Lembranças, posts, comentários, valor sentimental, gráficos, tempo gasto, amizades, links perdidos. Isso importa? Pra mim, que sou uma manteiga derretida, importa sim. Para a equipe do weblogger, não importa, não mesmo.
E foi assim que tudo foi cruelmente apagado da blogosfera.
Reprise. Forty Five Cents. E as ruínas abandonadas de alguns blogs deixados para trás.

Por que mesmo eu voltei pra esse mundinho chamado blogosfera? Talvez porque eu ame incondicionalmente esse mundinho. Talvez porque seja bom para mim mesma escrever aqui. Talvez porque eu não tenha nada para fazer. Talvez, ao longo do tempo, eu descubra o porquê desse novo recomeço. Enquanto isso, eu apenas escrevo sobre… coisas. Talvez sobre o mundo. Talvez sobre a vida. Sobre a minha vida, de preferência.

Mudando de assunto, o boletim perverso vindo das trevas ataca outra vez. Dessa vez, errôneamente. Teóricamente, eu teria ficado de recuperação em três matérias. Praticamente, eu não fiquei em recuperação em três matérias. Teóricamente, eu iria para a secretaria reclamar, e alguém da nossa ilustre e amável diretoria resolveria o problema. Praticamente, eu fui reclamar, e a perversa e odiada diretoria disse que o problema não era dela.
A solução? Teóricamente, reclamar com os professores sobre os erros no boletim na segunda-feira. Praticamente, segunda-feira não tem aula. Ah, então, teóricamente, reclamar com os professores na terça-feira. Praticamente, a semana que vem vai ser semana cultural, ou seja: quatro dias de pura encheção de lingüiça, chatice (ou diversão, se você tiver dez anos de idade),e… AH CLARO, NADA DE AULAS. A solução? Teóricamente, esperar a reunião de pais e mestres. Praticamente, esperar a reunião de pais e mestres para reclamar, e levar bronca até lá. Ótimo!

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