Archive for Inútilidades

Ooooi, me dá um hostee?

Ok, eu preciso de um hostee, senão eu vou ter um troço. Isso que o wordpress.com faz é quase uma censura, tipo, inibe a liberdade criativa de qualquer pessoa. Tipo assim, eu não tô mais suportando só poder mudar a imagem de topo dos layouts. Enfim, se alguém quiser me dar um hostee, eu vou ser a criança mais feliz do mundo. E sim, eu tô dando uma de mendiga. E não, eu não tenho assunto pra postar.

P.S.: haha, fiz o layout mais lindo da minha vida, e tentei de tudo, e o servidor wordpress.com me vem com essa. Esse é o motivo da revolta.

P.P.S.: É, eu tava falando sério quando tava mendigando um hostee. Me batam agora.

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Solteira sim, sozinha… é, também.

Estou de saco cheio de ouvir minhas três melhores amigas repetirem, como papagaios, a frase “Solteira sim, sozinha nunca”.
Claro, se formos levar a frase ao pé da letra, chegaremos á conclusão de que ela é verdadeira, afinal, você pode estar sozinho, mas tem amigos, família, Deus (se você não for ateu, claro), seus animais de estimação, seu amigo imaginário (?), seus ursinhos de pelúcia, ou os mortos, se você ver gente morta, quando? O tempo todo! (não, não me pagaram pra fazer merchan do “O sexto sentido”).
Mas, no sentido em que as minhas amigas usam, dá a impressão de que elas são solteiras, mas estão, falando em bom português, passando o rodo em geral aê, mano!
Eu sempre disse para todo mundo que eu conheço que eu sou mais encalhada do que baleia na praia. Para ficar mais bonitinho, amenizo a situação, dizendo “Oh, sou solteira por opção”, como quem diz: “Viu? Correm atrás de mim, mas eu sou difícil”. Pura mentira! Não correm, andam, rastejam ou engatinham atrás de mim. E eu quero mais é que se dane. Antigamente (lê-se: Até ás onze horas da noite de ontem) eu achava que eu tinha, tipo, um super problema. Mas, como estava um calor terrível, e eu não conseguia dormir, fiquei analisando a situação, e cheguei á conclusão que, eu nem deveria ligar pra isso. Afinal de contas, eu só tenho treze anos, e uma vida inteira pela frente. Tá certo que, hoje em dia, menina de onze anos já sai por aí toda serelepe e saltitante contando pra Deus e o mundo que está no quinto, sexto, décimo, vigésimo namorado. Mas isso é problema delas. Eu não ter ninguém na minha vida (exagero mode on) é problema meu. E assim, acaba mais uma reflexão inútil da Victoria. E agora, alguém quer pipoca?

P.S.: No próximo post, continuamos com a saga dos medos infantis. Ou, não, tudo depende do meu humor.

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Medos infantis – Parte I – O careca do Bombril

Toda a criança tem medo de alguma coisa. Eu, como uma criança, não era diferente.

Era uma noite comum. Lá estava eu, com meus quatro ou cinco anos, em frente á televisão. Recordo-me que eu era completamente viciada em Cartoon Network. Eu sabia a programação de trás pra frente, de cor e salteado. Eu sabia o nome de todos os personagens, de todos os desenhos, até mesmo dos animes, chamados (erroneamente) por mim de “Desenhos de luta”. Enfim.
Naquele dia (ok, era noite, mas quem se importa?), eu fiquei até mais tarde em frente á televisão. Meus pais foram dormir, e eu continuei lá. Queria me aventurar na programação da madrugada, a qual eu nunca havia assistido. Queria saber que mistérios guardavam os místicos programas madrugueiros. Eu queria saber por que razão os desenhos da madrugada passavam enquanto metade do mundo dormia. Eu queria me aventurar naquela programação tão… aventureira. Queria ser a única criança (afinal, que criança estaria vendo tv ás duas da madrugada?) á assistir tv de madrugada. Queria superar aquela irritante “hora de dormir”. Queria superar aquela barreira, porque eu sabia ue nenhuma barreira era intransponível para uma criança, POIS CRIANÇAS NUNCA DESISTEM!
Ou, eu só estava sem sono, não me recordo direito.
Então, lembro-me que começou um programa que eu nunca tinha visto: “Space Ghost – costa á costa”. Um programa de entrevistas apresentado por… Space Ghost.
Space Ghost nunca foi famoso. Pelo menos, não famoso como o Super Homem ou o Batman. Ninguém fez produções milionárias com o Space Ghost. Pobre Space Ghost. Para ele, sobrou apenas um horário noturno num canal infantil. Não que isso venha ao caso.
Para ser sincera, eu não me lembro de nada sobre o programa. Só que o cenário era cinza, e que o Space Ghost tinha uma caneca de café bem mais bonita do que a do Jô Soares.
Ok, vamos direto ao ponto: A programação deveria ser mesmo adulta, porque, pelo o que eu me lembro, teve um comercial falando sobre dengue, um outro falando sobre raiva (sim, a raiva doença, a que dá nos cachorros.) e aquele que me traumatizou:
O comercial do Bombril.
Aquele cenário negro sombrio. Aquele pacote de bombril na bancada. Aquele careca de óculos, vestido totalmente de preto, com seus olhos negros, sua pele branca, e suas ameaçadoras palavras (não que eu me lembre do que ele disse, mas tudo bem). Não tive dúvidas: Saí correndo em direção ao quarto dos meus pais.
E desde então, o careca do Bombril me assustou.
Na pré-escola, lembro-me que a tia Patrícia professora perguntou qual era o maior medo das crianças.
Uma disse que era o bicho papão. Outro, que eram fantasmas. Outro (uma criança bem realista e sem infância, suponho) disse que eram assaltantes. E, ao chegar na minha vez, eu disse:
– Eu tenho medo do careca da propaganda do Bombril, tia.
Foi o suficiente para as crianças caírem na gargalhada. E para eu aprender que jamais, em hipótese alguma, deveria comentar sobre o meu medo.
E assim, ficou decidido: Eu jamais comentaria com ninguém o lado sombrio que eu enxergava no careca do Bombril e no Ronald Mcdonald.
Mas, toda a vez que eu via um careca na rua, apertava a mão da minha mãe, apressava o passo, abaixava a cabeça. Para mim, um daqueles carecas devia ser o careca da propaganda do Bombril.
O medo também era constante quando íamos ao mercado, e entrávamos no corredor de limpeza. Afinal, na minha cabeça, o careca fazia a propaganda do Bombril, logo, deveria comprar Bombril. Hoje eu vejo que ele deveria comprar Assolan, que é mais barato.
Sustentei por vários anos essa fobia pelo careca do Bombril. Até que, a propaganda do Bombril foi trágicamente substituída pela propaganda do É assolan, passou, limpou!

Lembrei do medo recentemente, quando ouvi a contagiante músiquinha…

Me aperta, Me aperta!
Me cheira… Me cheira!
Me chama de Mon Bijou!

No próximo capítulo, acompanhem o meu emocionante encontro com o aspirador de pó – Meu segundo maior medo de infância.

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E-books

Odeio e-books.
Cheguei á essa conclusão essa semana.

Tudo começou em um dia em que eu estava no shopping. Costumeiramente, entrei na livraria e comecei á ler algumas sinopses. Até que eu o vi.
Ele me chamou atenção desde o princípio. Quando botei os olhos nele, tive que ir em sua direção.
“O caçador de pipas”. Tinha que ter algo de especial naquilo. Comecei á ler a sinopse e… me apaixonei perdidamente.
E, desde então, todas as vezes em que eu passava por ele, precisava ler e reler a sinopse. Ler alguns trechos silenciosamente em algum canto da livraria. E, depois, deixá-lo lá, de novo, com o pensamento positivo de que, um dia, eu teria aquele livro.
Comprar um livro? Sonho distante. Além de não ganhar mesada por não me acharem suficientemente responsável para administrar dinheiro, meu pai nunca teve o mínimo interesse em comprar livros para mim ou para minha mãe, já que pra ele, puft! Tem duas estantes e uma caixa cheias de livros, dele, claro.
O tempo passou. Minha vontade de ter aquele livro e devorá-lo aumentava á cada dia.
Meu pai continuou comprando livros pra ele – e nenhum para o resto da nação. Enfim.
Até que um dia, ele comprou um livro que realmente me interessou: “Filho do Fogo”. É quase que uma auto-biografia, com a diferença de que Daniel Mastral – O autor do livro – conta sobre como ele se afundou se envolvendo com coisas com as quais ele nunca deveria ter se envolvido. Eu fui a única aqui em casa que adorei o livro. Li o livro três vezes. Porém, tinha um pequeno problema: O livro acabava na melhor parte. E, eu sabia que precisava comprar o volume II para concluir a história. Só que, nunca vi o Volume II em livraria nenhuma. Nunca conheci ninguém que tivesse o Volume II. Nem meu pai sabia onde arranjar o Volume II. E eu precisava do Volume II. Assim como precisava do Caçador de Pipas.
Até que um dia, eu esbarro no 4 Shared, e… por que não procurar os dois livros que eu tanto desejava?
Procurei os livros, encontrei, baixei. Eles estão no pc. Mas eu não consigo ler.

Aí, voltamos ao início do post. Descobri que odeio e-books. Descobri que, além do grande mundo da leitura, que é maravilhoso, tem outros pequenos prazeres que os livros proporcionam, e que eu não havia percebido antes. Por exemplo: Se jogar na cama, á noite, e ler o livro. Depois, deixá-lo cuidadosamente ao lado da cama, e olhar para o teto, pensando: “Meu Deus, que história!”
O pequeno prazer de pegar na capa do livro. Sentir a textura, olhar os desenhos, as letras. O pequeno prazer de escrever o seu nome, com a letra mais bonita que conseguir fazer, na contra-capa do livro. O pequeno prazer de ler a última página antes de começar á ler o livro, simplesmente pra imaginar como as coisas chegaram áquele ponto, áquele final. O pequeno prazer de ouvir o silencioso barulho do virar de páginas. O pequeno prazer de carregar seu amado livro para qualquer lugar. O pequeno prazer de ter o livro em mãos.

E-books são práticos, você consegue o livro desejado praticamente, e o melhor: De graça. Mas, na minha opinião, é melhor gastar seu dinheiro num livro, e sentir todos esses pequenos prazeres que um bom livro pode proporcionar.
Maaas, pelo sim, pelo não, risquei os dois livros da Wishlist, mesmo ainda desejando muito comprá-los.

Falando em Wishlist, comprei minha blusinha da Dolce & Gabbana. É lilás, a coisa mais linda do mundo. Certo, eu queria preta, mas lilás também é linda. Fotos aqui, aqui, aqui e aqui.

E, agradeço pelos comentários. São pouquinhos, mas já me deixam feliz. Vou retribuir todos assim que puder.

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