Archive for Dia-a-dia

Enquanto isso, no Brasil…

Meu pai assiste religiosamente o jornal da meia noite. Minha mãe, não tão religiosamente assim, o Jornal Nacional. Aí, eu, num momento muito culto (mentira, eu só tava lá porque não tinha o que fazer), sentei-me no sofá e assisti ambos os jornais. O negócio é que, o jornais só falam sobre eleições americanas, eleições americanas, eleições americanas, a derrota-vitoriosa de Felipe Massa, eleições americanas, eleições americanas, eleições americanas, Itaú Unibanco Holding S.A Advanced Plus, e mais eleições americanas.
Resumidamente: A galera brasileira tá muito mais interessada em saber em quem vai estar na White House (hohoho, vi um menininho americano falando no jornal com voz de quem tá com batata quente na boca, ele dizia, tipo “waitch hautshe”, hahaha) do que na política do próprio país.
Certo, certo. É legal o povo brasileiro fingir que tem ter cultura, se interessar por assuntos internacionais, e querer saber se Barraco Osbama vai ser o primeiro presidente negro dos EUA, ou se Vovô Mccain vai dar continuidade á saga dos cabelos brancos na Casa Branca (aliás, seriam os cabelos brancos para combinar com a cor da casa?), mas, talvez, esteja na hora dos brasileiros cuidarem de seu próprio nariz. Digo, estamos num país em que até o tiozinho da banca de jornal é corrupto. Em que a polícia não é eficaz. Em que o serviço de saúde fornecido pelo governo não presta. Em que criança de oito anos enfia um canivete na sua cara te pedindo sua bolsa. E, em vez do povo brasileiro se importar de verdade com essas coisas (porque, reclamar, todo mundo reclama. E cadê a ação?), tá muito mais interessado na política dos EUA, na copa de 2014, e no Campeonato Brasileiro (mesmo que o time de tal pessoa esteja na 5454521254 divisão e não tenha chance nenhuma de ganhar. Não que eu entenda alguma coisa de futebol) do que nos problemas.
Aliás, depois do Caso Eloá, Caso Isabella, Caso João Hélio, etc etc, cheguei á conclusão que o povo gosta de uma tragédia. É como se o povo estivesse louco pra que matassem alguém, pra começar aquela palhaçada de comunidade no orkut, acompanhar o enterro ao vivo, sair falando pra todo mundo “GENTEEE, A(O) *insira o nome da vítima aqui* MORREU!” (Certo, isso me lembrou um vídeo em que eu vi, em que a jornalista sorria enquanto falava da morte de um jogador, tipo assim: “O jogador do Vasco MORREU ontem!” com um sorrisão estampado no rosto. Não que isso tenha algo á ver com o post).

Conclusão: O povo brasileiro (não generalizando) é um povo mórbido, parado, que gosta de reparar se tem sujeira no nariz dos outros, esquecendo que o próprio nariz tá mais sujo do que pau de galinheiro.

P.S.: Credo, em pensar que eu pretendia postar um poema feliz que eu fiz.
P.P.S.: Sim, eu acho que eu nasci no país errado, por que?
P.P.P.S: Antes que me perguntem, como o voto lá nos States não é obrigatório, eu não votaria, já que simpatizo com a pessoa do Obama, mas concordo com as idéias do Vovô. Logo, eu não saberia em quem votar =)

Arte Y PicosA Nana, do True Passion, me indicou para o prêmio Arte y Picos. Obrigada Nana =)
A idéia seria passar para 5 blogs, mas, fica assim: Quem quiser pegar, fique á vontade =) 

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 011/365 – O que você mais sabe ensinar?
Não sei. Talvez honestidade, amizade, á sorrir.

012/365 O que você mais precisa aprender?
Auto-controle =)

013/365 – O que você tem no bolso?
Minha calça de uniforme é podre, e não tem bolso.

014/365 – Como você descreveria seu(a) melhor amigo(a)?
Melhor amigo = Jesus. Sabe de tudo o que eu preciso. Está sempre lá, pra me ajudar, me dar forças, prosseguir.
Melhor amiga = Ela é mentirosa, e acha que eu não sei quando ela está mentindo. É emo (bem poser, mas relevem), vaidosa, e insiste em mandar as fotos dela mesma pra doação de foto fake. Mas, mesmo assim, eu adoro ela.

015/365 – O que você gostaria de ter dito e não teve coragem?
Eu te perdôo.

016/365 – O que te deixa nervosa?
Tom irônico/de deboche.

017/365 – Qual é a mania mais esquisita que você tem?
Ficar balançando uma caneta/lápis enquanto mexo no computador.

018/365 – Você é dependente? Sempre precisa de alguém para fazer algo?
Depende. Tem várias coisas nas quais não preciso da ajuda de ninguém, e várias as coisas nas quais preciso.

019/365 – Se você pudesse escolher com o que sonhar, com o que sonharia?
Bem, tem um sonho que eu tive que adorei, dei boas risadas com ele, e se pudesse, sonharia com ele seeempre, até ele perder a graça. O sonho? A Samara (sim, a d’O Chamado) estava dançando funk no meu banheiro, hahaha.

020/365 – Se você pudesse ter apenas uma lembrança da sua vida, qual seria?
Com certeza, seria no dia em que foi uma galerë almoçar lá em casa, e ficou, tipo assim, as minhas melhores amigas reunidas com a minha família, e eu ali no meio. Seria essa lembrança que eu iria querer guardar.

 

[edit – 05/11/08]
ão ão ão, nos States deu negão! (não, isso não foi um comentário racista.)
[/edit – 05/11/08]

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Sobre o Seqüestro em SP

Eu nem ia postar hoje. Mas, precisei, devido ás circunstâncias.
Acho que podemos dizer que o Brasil todo está de olho em Santo André. Principalmente depois das exatas cinco interrupções na programação da Rede Globo, com o “Plantão Globo”, anunciando a notícia como “O desfecho trágico do seqüestro em SP”. Ou, como eu chamaria, “A palhaçada em SP”.
Pra começar, a polícia convoca Nayara – que já estava em casa, depois de ter sido liberada pelo seqüetrador – para dar uma mãozinha nas negociações. Certo, na minha opinião, Nayara é a única heroína dessa história, já que poucas voltariam ao cativeiro, depois de mais de 30 horas de sofrimento, para ajudar á salvar uma amiga. Porém, alguém me explica onde é que a mãe dessa menina estava com a cabeça quando liberou a filha pra ir lá ajudar nas negociações? Como é que a polícia concorda em deixar a menina voltar no cativeiro? Eu – e o conselho tutelar – amaria saber o porquê dessa decisão.

Segundo, a polícia alega que eles entraram no apartamento depois de ouvir dois tiros. Qualquer um que tenha assistido a cobertura da invasão da polícia em algum jornal sabe que o silêncio reinava no apartamento.

Terceiro, por que raios a polícia me usa uma bomba de efeito moral por causa de UM cara, sendo que eles deviam estar em, pelo menos, uns 10 ou mais.

Quarto, o sei-lá-o-quê da polícia diz que os policiais estavam usando balas de borracha. Agora, alguém me explica porque, numa operação como essa, a polícia usaria balas de borracha em vez das convencionais?

Quinto, segundo á repórter do Plantão Globo, ouviram-se vários tiros depois que a polícia invadiu. Então, se as armas da polícia não eram letais, por que raios a polícia se daria ao trabalho de trocar tiros com o bandido.

Sexto, se o Lindemberg REALMENTE quisesse atirar nas garotas, teria atirado beeem antes do seqüestro completar 100 horas.

Sétimo, Lindemberg disse desde o início que ia libertar as reféns. Eu realmente acho que ele libertaria. E, tenho quase certeza que ele só queria dar um susto na ex-namorada, e a situação fugiu do controle dele (como foi dito por muitos psiquiatras).

Oitavo, na minha opinião, a polícia não precisava ter invadido o apartamento já, porque, só faziam três horas que Lindemberg teria dito que ia se entregar.

Nono, a polícia nunca tem culpa.

Décimo, quando a Nayara e a Eloá saírem dessa (porque, o meu Deus é grandioso, e pode tirar elas dessa situação SIM), elas vão nos contar o que aconteceu.

E, por fim, na minha humilde opinião, esse desfecho do seqüestro está mais mal-contado do que a piada da menina do bambu.

Que o instituto de criminalistica faça devidamente a sua parte, e nos aponte o culpado pelos tiros, para que ele seja devidamente punido, amém.

P.S.: Eloá e Nayara, estou orando por vocês. Vocês vão sair dessa!
P.P.S.: E assim, encerramos mais uma maravilhosa ação da Polícia. Com duas garotas gravemente feridas – Uma com caso considerado gravíssimo (nove em uma escala de zero á dez).
P.P.P.S: Alguém já percebeu que, em seqüestros, sempre que a polícia invade cativeiros, dá alguma porcaria?

[edit – 20/10/2008]
Eloá faleceu. Tudo indica que foi Lindemberg que atirou. E, eu não quero mais saber disso. As notícias sobre tal caso fizeram muito mal pra mim.
Layout novo – adorei! Feito com o Photoshop CS2 pirata, recentemente baixado da net.
[/edit – 20/10/2008]

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E-books

Odeio e-books.
Cheguei á essa conclusão essa semana.

Tudo começou em um dia em que eu estava no shopping. Costumeiramente, entrei na livraria e comecei á ler algumas sinopses. Até que eu o vi.
Ele me chamou atenção desde o princípio. Quando botei os olhos nele, tive que ir em sua direção.
“O caçador de pipas”. Tinha que ter algo de especial naquilo. Comecei á ler a sinopse e… me apaixonei perdidamente.
E, desde então, todas as vezes em que eu passava por ele, precisava ler e reler a sinopse. Ler alguns trechos silenciosamente em algum canto da livraria. E, depois, deixá-lo lá, de novo, com o pensamento positivo de que, um dia, eu teria aquele livro.
Comprar um livro? Sonho distante. Além de não ganhar mesada por não me acharem suficientemente responsável para administrar dinheiro, meu pai nunca teve o mínimo interesse em comprar livros para mim ou para minha mãe, já que pra ele, puft! Tem duas estantes e uma caixa cheias de livros, dele, claro.
O tempo passou. Minha vontade de ter aquele livro e devorá-lo aumentava á cada dia.
Meu pai continuou comprando livros pra ele – e nenhum para o resto da nação. Enfim.
Até que um dia, ele comprou um livro que realmente me interessou: “Filho do Fogo”. É quase que uma auto-biografia, com a diferença de que Daniel Mastral – O autor do livro – conta sobre como ele se afundou se envolvendo com coisas com as quais ele nunca deveria ter se envolvido. Eu fui a única aqui em casa que adorei o livro. Li o livro três vezes. Porém, tinha um pequeno problema: O livro acabava na melhor parte. E, eu sabia que precisava comprar o volume II para concluir a história. Só que, nunca vi o Volume II em livraria nenhuma. Nunca conheci ninguém que tivesse o Volume II. Nem meu pai sabia onde arranjar o Volume II. E eu precisava do Volume II. Assim como precisava do Caçador de Pipas.
Até que um dia, eu esbarro no 4 Shared, e… por que não procurar os dois livros que eu tanto desejava?
Procurei os livros, encontrei, baixei. Eles estão no pc. Mas eu não consigo ler.

Aí, voltamos ao início do post. Descobri que odeio e-books. Descobri que, além do grande mundo da leitura, que é maravilhoso, tem outros pequenos prazeres que os livros proporcionam, e que eu não havia percebido antes. Por exemplo: Se jogar na cama, á noite, e ler o livro. Depois, deixá-lo cuidadosamente ao lado da cama, e olhar para o teto, pensando: “Meu Deus, que história!”
O pequeno prazer de pegar na capa do livro. Sentir a textura, olhar os desenhos, as letras. O pequeno prazer de escrever o seu nome, com a letra mais bonita que conseguir fazer, na contra-capa do livro. O pequeno prazer de ler a última página antes de começar á ler o livro, simplesmente pra imaginar como as coisas chegaram áquele ponto, áquele final. O pequeno prazer de ouvir o silencioso barulho do virar de páginas. O pequeno prazer de carregar seu amado livro para qualquer lugar. O pequeno prazer de ter o livro em mãos.

E-books são práticos, você consegue o livro desejado praticamente, e o melhor: De graça. Mas, na minha opinião, é melhor gastar seu dinheiro num livro, e sentir todos esses pequenos prazeres que um bom livro pode proporcionar.
Maaas, pelo sim, pelo não, risquei os dois livros da Wishlist, mesmo ainda desejando muito comprá-los.

Falando em Wishlist, comprei minha blusinha da Dolce & Gabbana. É lilás, a coisa mais linda do mundo. Certo, eu queria preta, mas lilás também é linda. Fotos aqui, aqui, aqui e aqui.

E, agradeço pelos comentários. São pouquinhos, mas já me deixam feliz. Vou retribuir todos assim que puder.

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Um novo recomeço

E morre um blog.
Mais um. Esse, não por minha culpa. Mas por culpa do weblogger. O serviço estava lamentável há anos, isso é verdade. Pessoas deixavam seus blogs “by weblogger” e seguiam suas vidas blogueiras, isso também é verdade. Mas, isso não dava á nossa “querida” equipe do weblogger o direito de deletar os poucos blogs que ainda restavam, isso é verdade, pelo menos, na cabeça de qualquer pessoa sensata. Os componentes da poderosa equipe do weblogger nunca foram sensatos. Seja pelas irritantes respostas automáticas – que aliás, eles enviavam até mesmo se você os xingasse – seja pelo serviço lamentável, que nunca, de fato, prestou.
E foi numa cruel tarde de sábado que um e-mail chegou na caixa de entrada. Um e-mail que comprovava a insensatez da inabalável equipe Weblogger Brasil. Um e-mail que simplesmente comunicava que o serviços do weblogger estavam se encerrando permanentemente, e que todos os blogs seriam excluídos em poucos dias. Lembranças, posts, comentários, valor sentimental, gráficos, tempo gasto, amizades, links perdidos. Isso importa? Pra mim, que sou uma manteiga derretida, importa sim. Para a equipe do weblogger, não importa, não mesmo.
E foi assim que tudo foi cruelmente apagado da blogosfera.
Reprise. Forty Five Cents. E as ruínas abandonadas de alguns blogs deixados para trás.

Por que mesmo eu voltei pra esse mundinho chamado blogosfera? Talvez porque eu ame incondicionalmente esse mundinho. Talvez porque seja bom para mim mesma escrever aqui. Talvez porque eu não tenha nada para fazer. Talvez, ao longo do tempo, eu descubra o porquê desse novo recomeço. Enquanto isso, eu apenas escrevo sobre… coisas. Talvez sobre o mundo. Talvez sobre a vida. Sobre a minha vida, de preferência.

Mudando de assunto, o boletim perverso vindo das trevas ataca outra vez. Dessa vez, errôneamente. Teóricamente, eu teria ficado de recuperação em três matérias. Praticamente, eu não fiquei em recuperação em três matérias. Teóricamente, eu iria para a secretaria reclamar, e alguém da nossa ilustre e amável diretoria resolveria o problema. Praticamente, eu fui reclamar, e a perversa e odiada diretoria disse que o problema não era dela.
A solução? Teóricamente, reclamar com os professores sobre os erros no boletim na segunda-feira. Praticamente, segunda-feira não tem aula. Ah, então, teóricamente, reclamar com os professores na terça-feira. Praticamente, a semana que vem vai ser semana cultural, ou seja: quatro dias de pura encheção de lingüiça, chatice (ou diversão, se você tiver dez anos de idade),e… AH CLARO, NADA DE AULAS. A solução? Teóricamente, esperar a reunião de pais e mestres. Praticamente, esperar a reunião de pais e mestres para reclamar, e levar bronca até lá. Ótimo!

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