Archive for outubro, 2008

Tchau, 2008.

Era uma tarde comum. Uma garota desenhava tranqüilamente nas páginas do caderno, pois os desenhos alegravam os sistemas de equações. Ah, os malditos sistemas. Eles haviam garantido a média mais baixa da vida dela em matemática no semestre anterior. E, agora, voltavam á assombrá-la, ainda mais complicados, com um método de resolução totalmente novo.
O ensurdecedor barulho do sinal ecoou pela escola. Ela sorriu. Fechou o caderno. Observou a professora magricela e desajeitada, com seus cabelos aloirados, que aparentavam não ver a cor da água (é, eu sei que água é incolor) havia um bom tempo. Logo em seguida, arrastou uma cadeira para perto das amigas, e começaram á conversar sobre coisas. Alguns minutos depois, o professor – um homem baixinho, de cabelos encaracolados e com um dente de ouro que insistia em refletir a luz do sol que entrava pela janela – entrara na sala. A garota arrastou sua cadeira de volta ao lugar. Abriu o caderno na matéria de ciências. Pegou o livro. E por um instante, lhe passou pela cabeça que, no ano seguinte, veria o professor ainda mais vezes, já que física e química seriam incluídas em seu currículo escolar obrigatório.
Como se lesse os pensamentos da garota, o professor começara á falar sobre a oitava série.
Sobre os assustadores cálculos que estariam incluídos na 8ªsérie. Sobre os casos de provavel futura reprovação. Sobre as últimas chances de quem estava com notas ruins. Isso tudo antes de passar o último trabalho escrito do ano.

E, assim, o medo se instalou na mente daquela garota. A insegurança. O medo. As transformações. Não era apenas uma nova série que estava por vir. Era também um novo ano. Novas pessoas. Novos professores. Novos livros. E, o que era mais assustador: As mudanças não se estendiam só á escola. Era o insuportável carnaval. Eram novas festas. Novos sorrisos. Novos problemas. Tudo novo.
Então, a garota lembrou de tudo o que aconteceu em 2008. E se deu conta que aconteceram mais coisas do que deveriam. E que o ano finalmente estava em sua reta final. Lembrou-se da decepção do colégio onde passara toda a sua vida. Lembrou-se que naquele colégio, os professores se tornaram péssimos. Afinal, onde estava a senhorinha que ensinava tão bem a matemática? Havia sido substituída por um homem que mal sabia fazer uma raiz quadrada sem usar calculadora. Onde estava aquela professora de geografia que ensinava bem, ao mesmo tempo que cometia pequenos erros sutis, os quais eram impossíveis de serem imperdoáveis? Havia sido substituída por uma mulher grossa, sem educação, que queria ensinar até como se cortava um papel. E, como se não bastasse, por um momento emo, a garota cometeu o erro mais grotesco do mundo – pelo menos no novo universo adolescente, ao qual ela passara á pertencer – dizer que queria voltar para casa naquela fatídica tarde de verão, simplesmente porque não tinha permissão dos pais para ir á casa da amiga para fazer uma droga de trabalho. Foi o suficiente para que as amigas – já integradas naquele mundo adolescente – rissem, chamando-a de careta, idiota, e rindo mais ainda. E foi o suficiente para que ir á escola se tornasse insuportável.
E, como a vida é cheia de ironias, a garota mudou para um colégio perto da sua casa, o mesmo colégio verde claro, ao qual ela se referiu alguns anos atrás como “O colégio no qual eu nunca vou estudar”. Simplesmente pelo o que eu havia ouvido falar – que a taxa de reprovação dos alunos era alta, motivo pelo qual era comum ver alunos de dezesseis anos na quinta série – e eu acabei descobrindo que estava errada. Que o novo colégio era melhor do que o antigo. Os professores eram melhores. O ensino era melhor. O colégio era melhor. As pessoas eram melhores. Ou, pelo menos, sete delas eram. As sete meninas que fizeram do meu ano um ano inesquecível.

O ano não havia acabado. Mas, para a garota, já era um ano inesquecível, em que ela finalmente reconhecera o valor de uma amizade verdadeira – algo que ela experimentou pela primeira vez.

Por isso, Luciana, Kananda, Pollyanna, Vânia, Larissa, Vanessa, Kinberly. Esse post é pra vocês, que fizeram do meu 2008, O ano, em que eu finalmente aprendi o valor de uma amizade sincera, sem mentiras, sem falsidade. Apenas uma amizade.

E, assim, se o ano acabasse hoje, eu – ou a garota da história – poderia dizer “Tchau, 2008!”, com um sorriso no rosto, uma lágrima nos olhos, e o melhor sentimento do mundo no coração.

P.S.: Nesse post, me refiro ás pessoas que conheci esse ano. Aqui não incluo Dayane, Carol, Poia e nem Vitorenga. Um dia, eu crio um post pra todas as pessoas que eu amo, amém.

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Vagando pela net, encontrei as 365 perguntas. A idéia seria postar uma por dia, mas, vou postar dez perguntas em cada post. Então, á partir de hoje, em cada post, vocês verão uma linha tracejada como essa, e logo abaixo, as dez perguntas do dia.

001/365 – Aonde ou como você quer estar daqui há 5 anos?
Desde que eu esteja me preparando pra ir pra alguma Universidade no exterior, tá ótimo.

002/365 – Se você pudesse ter outro nome, qual seria?
Manuela.

003/365 – Que bicho você gostaria de ser e pq?
Enquanto a espécie humana existisse, eu não gostaria de estar na pele de bicho nenhum.

004/365 – O que você gostaria de fazer para mudar o mundo?
Quais são as alternativas?

005/365 – Você tem o poder para criar qualquer máquina que desejar. Qual máquina você iria criar?
Eu peço a ajuda dos universitários.

006/365 – Quando você era criança, qual era a profissão que você queria ser?
Médica, depois bailarina, depois dentista, depois médica, depois analista, depois psiquiátra, depois escritora, depois médica e escritora, depois jornalista, e depois jornalista e escritora.

007/365 – Que lugar do mundo você gostaria de morar?
Portugal.

008/365 – Se você tivesse 10 horas a mais no seu dia, o que você faria?
Eu vou perguntar pra minha mãe e já volto.

009/365 – Quem você gostaria de conhecer? Essa pessoa pode estar viva ou não.
A Katilce, a menina que lascou um beijo no Bono no show do U2.

010/365 – Como você pretende passar o tempo que lhe foi dado viver sobre a Terra?
Prefiro não comentar.

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Solteira sim, sozinha… é, também.

Estou de saco cheio de ouvir minhas três melhores amigas repetirem, como papagaios, a frase “Solteira sim, sozinha nunca”.
Claro, se formos levar a frase ao pé da letra, chegaremos á conclusão de que ela é verdadeira, afinal, você pode estar sozinho, mas tem amigos, família, Deus (se você não for ateu, claro), seus animais de estimação, seu amigo imaginário (?), seus ursinhos de pelúcia, ou os mortos, se você ver gente morta, quando? O tempo todo! (não, não me pagaram pra fazer merchan do “O sexto sentido”).
Mas, no sentido em que as minhas amigas usam, dá a impressão de que elas são solteiras, mas estão, falando em bom português, passando o rodo em geral aê, mano!
Eu sempre disse para todo mundo que eu conheço que eu sou mais encalhada do que baleia na praia. Para ficar mais bonitinho, amenizo a situação, dizendo “Oh, sou solteira por opção”, como quem diz: “Viu? Correm atrás de mim, mas eu sou difícil”. Pura mentira! Não correm, andam, rastejam ou engatinham atrás de mim. E eu quero mais é que se dane. Antigamente (lê-se: Até ás onze horas da noite de ontem) eu achava que eu tinha, tipo, um super problema. Mas, como estava um calor terrível, e eu não conseguia dormir, fiquei analisando a situação, e cheguei á conclusão que, eu nem deveria ligar pra isso. Afinal de contas, eu só tenho treze anos, e uma vida inteira pela frente. Tá certo que, hoje em dia, menina de onze anos já sai por aí toda serelepe e saltitante contando pra Deus e o mundo que está no quinto, sexto, décimo, vigésimo namorado. Mas isso é problema delas. Eu não ter ninguém na minha vida (exagero mode on) é problema meu. E assim, acaba mais uma reflexão inútil da Victoria. E agora, alguém quer pipoca?

P.S.: No próximo post, continuamos com a saga dos medos infantis. Ou, não, tudo depende do meu humor.

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Medos infantis – Parte I – O careca do Bombril

Toda a criança tem medo de alguma coisa. Eu, como uma criança, não era diferente.

Era uma noite comum. Lá estava eu, com meus quatro ou cinco anos, em frente á televisão. Recordo-me que eu era completamente viciada em Cartoon Network. Eu sabia a programação de trás pra frente, de cor e salteado. Eu sabia o nome de todos os personagens, de todos os desenhos, até mesmo dos animes, chamados (erroneamente) por mim de “Desenhos de luta”. Enfim.
Naquele dia (ok, era noite, mas quem se importa?), eu fiquei até mais tarde em frente á televisão. Meus pais foram dormir, e eu continuei lá. Queria me aventurar na programação da madrugada, a qual eu nunca havia assistido. Queria saber que mistérios guardavam os místicos programas madrugueiros. Eu queria saber por que razão os desenhos da madrugada passavam enquanto metade do mundo dormia. Eu queria me aventurar naquela programação tão… aventureira. Queria ser a única criança (afinal, que criança estaria vendo tv ás duas da madrugada?) á assistir tv de madrugada. Queria superar aquela irritante “hora de dormir”. Queria superar aquela barreira, porque eu sabia ue nenhuma barreira era intransponível para uma criança, POIS CRIANÇAS NUNCA DESISTEM!
Ou, eu só estava sem sono, não me recordo direito.
Então, lembro-me que começou um programa que eu nunca tinha visto: “Space Ghost – costa á costa”. Um programa de entrevistas apresentado por… Space Ghost.
Space Ghost nunca foi famoso. Pelo menos, não famoso como o Super Homem ou o Batman. Ninguém fez produções milionárias com o Space Ghost. Pobre Space Ghost. Para ele, sobrou apenas um horário noturno num canal infantil. Não que isso venha ao caso.
Para ser sincera, eu não me lembro de nada sobre o programa. Só que o cenário era cinza, e que o Space Ghost tinha uma caneca de café bem mais bonita do que a do Jô Soares.
Ok, vamos direto ao ponto: A programação deveria ser mesmo adulta, porque, pelo o que eu me lembro, teve um comercial falando sobre dengue, um outro falando sobre raiva (sim, a raiva doença, a que dá nos cachorros.) e aquele que me traumatizou:
O comercial do Bombril.
Aquele cenário negro sombrio. Aquele pacote de bombril na bancada. Aquele careca de óculos, vestido totalmente de preto, com seus olhos negros, sua pele branca, e suas ameaçadoras palavras (não que eu me lembre do que ele disse, mas tudo bem). Não tive dúvidas: Saí correndo em direção ao quarto dos meus pais.
E desde então, o careca do Bombril me assustou.
Na pré-escola, lembro-me que a tia Patrícia professora perguntou qual era o maior medo das crianças.
Uma disse que era o bicho papão. Outro, que eram fantasmas. Outro (uma criança bem realista e sem infância, suponho) disse que eram assaltantes. E, ao chegar na minha vez, eu disse:
– Eu tenho medo do careca da propaganda do Bombril, tia.
Foi o suficiente para as crianças caírem na gargalhada. E para eu aprender que jamais, em hipótese alguma, deveria comentar sobre o meu medo.
E assim, ficou decidido: Eu jamais comentaria com ninguém o lado sombrio que eu enxergava no careca do Bombril e no Ronald Mcdonald.
Mas, toda a vez que eu via um careca na rua, apertava a mão da minha mãe, apressava o passo, abaixava a cabeça. Para mim, um daqueles carecas devia ser o careca da propaganda do Bombril.
O medo também era constante quando íamos ao mercado, e entrávamos no corredor de limpeza. Afinal, na minha cabeça, o careca fazia a propaganda do Bombril, logo, deveria comprar Bombril. Hoje eu vejo que ele deveria comprar Assolan, que é mais barato.
Sustentei por vários anos essa fobia pelo careca do Bombril. Até que, a propaganda do Bombril foi trágicamente substituída pela propaganda do É assolan, passou, limpou!

Lembrei do medo recentemente, quando ouvi a contagiante músiquinha…

Me aperta, Me aperta!
Me cheira… Me cheira!
Me chama de Mon Bijou!

No próximo capítulo, acompanhem o meu emocionante encontro com o aspirador de pó – Meu segundo maior medo de infância.

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Sobre o Seqüestro em SP

Eu nem ia postar hoje. Mas, precisei, devido ás circunstâncias.
Acho que podemos dizer que o Brasil todo está de olho em Santo André. Principalmente depois das exatas cinco interrupções na programação da Rede Globo, com o “Plantão Globo”, anunciando a notícia como “O desfecho trágico do seqüestro em SP”. Ou, como eu chamaria, “A palhaçada em SP”.
Pra começar, a polícia convoca Nayara – que já estava em casa, depois de ter sido liberada pelo seqüetrador – para dar uma mãozinha nas negociações. Certo, na minha opinião, Nayara é a única heroína dessa história, já que poucas voltariam ao cativeiro, depois de mais de 30 horas de sofrimento, para ajudar á salvar uma amiga. Porém, alguém me explica onde é que a mãe dessa menina estava com a cabeça quando liberou a filha pra ir lá ajudar nas negociações? Como é que a polícia concorda em deixar a menina voltar no cativeiro? Eu – e o conselho tutelar – amaria saber o porquê dessa decisão.

Segundo, a polícia alega que eles entraram no apartamento depois de ouvir dois tiros. Qualquer um que tenha assistido a cobertura da invasão da polícia em algum jornal sabe que o silêncio reinava no apartamento.

Terceiro, por que raios a polícia me usa uma bomba de efeito moral por causa de UM cara, sendo que eles deviam estar em, pelo menos, uns 10 ou mais.

Quarto, o sei-lá-o-quê da polícia diz que os policiais estavam usando balas de borracha. Agora, alguém me explica porque, numa operação como essa, a polícia usaria balas de borracha em vez das convencionais?

Quinto, segundo á repórter do Plantão Globo, ouviram-se vários tiros depois que a polícia invadiu. Então, se as armas da polícia não eram letais, por que raios a polícia se daria ao trabalho de trocar tiros com o bandido.

Sexto, se o Lindemberg REALMENTE quisesse atirar nas garotas, teria atirado beeem antes do seqüestro completar 100 horas.

Sétimo, Lindemberg disse desde o início que ia libertar as reféns. Eu realmente acho que ele libertaria. E, tenho quase certeza que ele só queria dar um susto na ex-namorada, e a situação fugiu do controle dele (como foi dito por muitos psiquiatras).

Oitavo, na minha opinião, a polícia não precisava ter invadido o apartamento já, porque, só faziam três horas que Lindemberg teria dito que ia se entregar.

Nono, a polícia nunca tem culpa.

Décimo, quando a Nayara e a Eloá saírem dessa (porque, o meu Deus é grandioso, e pode tirar elas dessa situação SIM), elas vão nos contar o que aconteceu.

E, por fim, na minha humilde opinião, esse desfecho do seqüestro está mais mal-contado do que a piada da menina do bambu.

Que o instituto de criminalistica faça devidamente a sua parte, e nos aponte o culpado pelos tiros, para que ele seja devidamente punido, amém.

P.S.: Eloá e Nayara, estou orando por vocês. Vocês vão sair dessa!
P.P.S.: E assim, encerramos mais uma maravilhosa ação da Polícia. Com duas garotas gravemente feridas – Uma com caso considerado gravíssimo (nove em uma escala de zero á dez).
P.P.P.S: Alguém já percebeu que, em seqüestros, sempre que a polícia invade cativeiros, dá alguma porcaria?

[edit – 20/10/2008]
Eloá faleceu. Tudo indica que foi Lindemberg que atirou. E, eu não quero mais saber disso. As notícias sobre tal caso fizeram muito mal pra mim.
Layout novo – adorei! Feito com o Photoshop CS2 pirata, recentemente baixado da net.
[/edit – 20/10/2008]

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E-books

Odeio e-books.
Cheguei á essa conclusão essa semana.

Tudo começou em um dia em que eu estava no shopping. Costumeiramente, entrei na livraria e comecei á ler algumas sinopses. Até que eu o vi.
Ele me chamou atenção desde o princípio. Quando botei os olhos nele, tive que ir em sua direção.
“O caçador de pipas”. Tinha que ter algo de especial naquilo. Comecei á ler a sinopse e… me apaixonei perdidamente.
E, desde então, todas as vezes em que eu passava por ele, precisava ler e reler a sinopse. Ler alguns trechos silenciosamente em algum canto da livraria. E, depois, deixá-lo lá, de novo, com o pensamento positivo de que, um dia, eu teria aquele livro.
Comprar um livro? Sonho distante. Além de não ganhar mesada por não me acharem suficientemente responsável para administrar dinheiro, meu pai nunca teve o mínimo interesse em comprar livros para mim ou para minha mãe, já que pra ele, puft! Tem duas estantes e uma caixa cheias de livros, dele, claro.
O tempo passou. Minha vontade de ter aquele livro e devorá-lo aumentava á cada dia.
Meu pai continuou comprando livros pra ele – e nenhum para o resto da nação. Enfim.
Até que um dia, ele comprou um livro que realmente me interessou: “Filho do Fogo”. É quase que uma auto-biografia, com a diferença de que Daniel Mastral – O autor do livro – conta sobre como ele se afundou se envolvendo com coisas com as quais ele nunca deveria ter se envolvido. Eu fui a única aqui em casa que adorei o livro. Li o livro três vezes. Porém, tinha um pequeno problema: O livro acabava na melhor parte. E, eu sabia que precisava comprar o volume II para concluir a história. Só que, nunca vi o Volume II em livraria nenhuma. Nunca conheci ninguém que tivesse o Volume II. Nem meu pai sabia onde arranjar o Volume II. E eu precisava do Volume II. Assim como precisava do Caçador de Pipas.
Até que um dia, eu esbarro no 4 Shared, e… por que não procurar os dois livros que eu tanto desejava?
Procurei os livros, encontrei, baixei. Eles estão no pc. Mas eu não consigo ler.

Aí, voltamos ao início do post. Descobri que odeio e-books. Descobri que, além do grande mundo da leitura, que é maravilhoso, tem outros pequenos prazeres que os livros proporcionam, e que eu não havia percebido antes. Por exemplo: Se jogar na cama, á noite, e ler o livro. Depois, deixá-lo cuidadosamente ao lado da cama, e olhar para o teto, pensando: “Meu Deus, que história!”
O pequeno prazer de pegar na capa do livro. Sentir a textura, olhar os desenhos, as letras. O pequeno prazer de escrever o seu nome, com a letra mais bonita que conseguir fazer, na contra-capa do livro. O pequeno prazer de ler a última página antes de começar á ler o livro, simplesmente pra imaginar como as coisas chegaram áquele ponto, áquele final. O pequeno prazer de ouvir o silencioso barulho do virar de páginas. O pequeno prazer de carregar seu amado livro para qualquer lugar. O pequeno prazer de ter o livro em mãos.

E-books são práticos, você consegue o livro desejado praticamente, e o melhor: De graça. Mas, na minha opinião, é melhor gastar seu dinheiro num livro, e sentir todos esses pequenos prazeres que um bom livro pode proporcionar.
Maaas, pelo sim, pelo não, risquei os dois livros da Wishlist, mesmo ainda desejando muito comprá-los.

Falando em Wishlist, comprei minha blusinha da Dolce & Gabbana. É lilás, a coisa mais linda do mundo. Certo, eu queria preta, mas lilás também é linda. Fotos aqui, aqui, aqui e aqui.

E, agradeço pelos comentários. São pouquinhos, mas já me deixam feliz. Vou retribuir todos assim que puder.

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Um novo recomeço

E morre um blog.
Mais um. Esse, não por minha culpa. Mas por culpa do weblogger. O serviço estava lamentável há anos, isso é verdade. Pessoas deixavam seus blogs “by weblogger” e seguiam suas vidas blogueiras, isso também é verdade. Mas, isso não dava á nossa “querida” equipe do weblogger o direito de deletar os poucos blogs que ainda restavam, isso é verdade, pelo menos, na cabeça de qualquer pessoa sensata. Os componentes da poderosa equipe do weblogger nunca foram sensatos. Seja pelas irritantes respostas automáticas – que aliás, eles enviavam até mesmo se você os xingasse – seja pelo serviço lamentável, que nunca, de fato, prestou.
E foi numa cruel tarde de sábado que um e-mail chegou na caixa de entrada. Um e-mail que comprovava a insensatez da inabalável equipe Weblogger Brasil. Um e-mail que simplesmente comunicava que o serviços do weblogger estavam se encerrando permanentemente, e que todos os blogs seriam excluídos em poucos dias. Lembranças, posts, comentários, valor sentimental, gráficos, tempo gasto, amizades, links perdidos. Isso importa? Pra mim, que sou uma manteiga derretida, importa sim. Para a equipe do weblogger, não importa, não mesmo.
E foi assim que tudo foi cruelmente apagado da blogosfera.
Reprise. Forty Five Cents. E as ruínas abandonadas de alguns blogs deixados para trás.

Por que mesmo eu voltei pra esse mundinho chamado blogosfera? Talvez porque eu ame incondicionalmente esse mundinho. Talvez porque seja bom para mim mesma escrever aqui. Talvez porque eu não tenha nada para fazer. Talvez, ao longo do tempo, eu descubra o porquê desse novo recomeço. Enquanto isso, eu apenas escrevo sobre… coisas. Talvez sobre o mundo. Talvez sobre a vida. Sobre a minha vida, de preferência.

Mudando de assunto, o boletim perverso vindo das trevas ataca outra vez. Dessa vez, errôneamente. Teóricamente, eu teria ficado de recuperação em três matérias. Praticamente, eu não fiquei em recuperação em três matérias. Teóricamente, eu iria para a secretaria reclamar, e alguém da nossa ilustre e amável diretoria resolveria o problema. Praticamente, eu fui reclamar, e a perversa e odiada diretoria disse que o problema não era dela.
A solução? Teóricamente, reclamar com os professores sobre os erros no boletim na segunda-feira. Praticamente, segunda-feira não tem aula. Ah, então, teóricamente, reclamar com os professores na terça-feira. Praticamente, a semana que vem vai ser semana cultural, ou seja: quatro dias de pura encheção de lingüiça, chatice (ou diversão, se você tiver dez anos de idade),e… AH CLARO, NADA DE AULAS. A solução? Teóricamente, esperar a reunião de pais e mestres. Praticamente, esperar a reunião de pais e mestres para reclamar, e levar bronca até lá. Ótimo!

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